quinta-feira, 29 de março de 2012

Vitrines da Macys Inspiradas no Samba e na Flora Brasileira

A loja de departamento Macys em Nova Iorque exibe vitrines conceitos com flores, sem pretenção de vender um produto específico, mas dando total atenção as cores.

Inspirada na Flora Brasileira e no samba, as vitrines páram quem passa e deixa todos com água na boca para conhecer o país dos jardins secretos expostos nas vitrines: O Brasil

Inicialmente mais parece uma floricultura exótica com sambistas deusas da beleza, no epicentro da vitrine.
Mas uma olhada mais atenta e voce vê que cada vitrine destaca uma cor da cartela da primavera-verão: Amarelo, branco, vermelho, tangerina e verde.

Outra parte interessante do trabalho muito bem feito da equipe de Visual Merchandise da Macys, foi colocar musica em todas as vitrines do lado de fora. Isso contagia as pessoas que passam na calçada.
A musica escolhida claro, é o Samba brasileiro.



Reprodução: Internet

segunda-feira, 26 de março de 2012

Camisetas Henley (Gola "Y")

As camisetas do tipo Henley, que foram populares na década de 70 e início dos anos 90, tem feito sucesso em países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália, Japão e Coréia. No Brasil ela começou a voltar em 2010, a aposta é que de 2011 para 2012 ela seja uma forte concorrente das Golas V e U, principalmente as produzidas com tecidos leves e finos.

Esse tipo de camiseta ganhou o nome de Henley por ter sido o uniforme dos remadores de Henley-on-Thames, cidade inglesa.

Atualmente você pode encontrá-las em diversos tipos de tecidos, comprimentos de mangas e número de botões.

O melhor de tudo é que você escolhe o tamanho do decote de acordo com o número de botões que você quer deixar aberto.

Seu uso é como o de qualquer tipo de blusa ou camiseta, combinando fácil com qualquer tipo de look, do social ao alternativo.


Você gosta?

Look Da Semana: Social

O look dessa semana é social, para os homens que trabalham ou que simplesmente gostam de se vestir assim. Afinal, cá entre nós, é muito elegante.


Todas as peças que compõem o look são de cores neutras, deixando o visual ainda mais sério, mas nem por isso careta. Se o blazer e a calça fossem da mesma cor, aí sim ficaria careta, mas com essas peças em cores diferentes, o look ficou mais despojado sem perder sua proposta, que é ser social e chique.


Um ponto do look que me chamou a atenção foi que o inspirador não combinou o cinto com o sapato, visto que o cinto é preto e o sapato é marrom escuro. Porém, as duas peças estão completamente em harmonia com a pasta dele, que é marrom e preta. Então, não tem nenhuma cor perdida no look.


Não é sempre necessário combinar cinto com sapato. Aliás, em looks casuais não é nada necessário, você pode brincar com as cores à vontade. Mas em looks sociais é bom tomar cuidado. Se você quiser arriscar colocar um cinto e um sapato de cores diferentes, tem que prestar atenção se essas cores estão em harmonia com o resto das cores do look.






As peças que compõem o look são:


- Camisa social preta


- Blazer cinza chumbo


- Calça cinza claro


- Sapato social marrom escuro


- Cinto preto


- Pasta preta e marrom






O inspirador é o Peter Adrian, de Los Angeles – EUA.






Aprovaram o look?

Reprodução: Internet

sexta-feira, 23 de março de 2012

Estilo Navy ou Estilo Náutico

O estilo navy ou estilo náutico é inspirado nas vestimentas dos marinheiros. É perfeito para usar agora, durante o verão. Decidi falar sobre isso hoje porque eu acho muito importante falar sobre o SPFW, sobre as tendências que estarão em alta no inverno, mas acho mais importante e útil ainda falar sobre peças, tendências e estilos para usar agora.
Os principais elementos que compõem o estilo navy são:
- As cores azul-marinho, vermelho, preto e branco
- Listras
- Alfaiataria misturada com roupas casuais (por exemplo, blazer com camiseta)
-  Estampas de âncora, cordas, correntes, etc
- Docksides, mocassins e espadrilhas

Vamos ver algumas inspirações?


O que acharam do estilo náutico? Vão aderir?

Reprodução: Internet

terça-feira, 20 de março de 2012

Terno: ontem, hoje, sempre diferente

O terno, com certeza, é a peça mais antiga do guarda-roupa masculino que permanece viva até hoje. Talvez por isso seja uma das que mais se renovam com o passar dos anos.
REPRODUÇÃO
Johann Christian Fischer pintado por Thomas Gainsborough (1780, Royal Collection)
Johann Christian Fischer pintado por Thomas Gainsborough (1780, Royal Collection)
O crédito do que hoje conhecemos como moda masculina vem do rei Luís XIV, que ditou moda em Versailles no século XVII. Foi a partir daí que a profissão do alfaiate se tornou importantíssima e respeitada. Nessa época, o terno era composto por um casaco mais longo, o colete e o culote. Os três apareciam na mesma cor, o que era uma novidade e criava uma harmonia desconhecida até então.
Mesmo assim os trajes masculinos ainda eram intensamente bordados e trabalhados, como uma forma de distanciar as classes sociais. De lá para cá, o terno foi se ajustando e se adaptando ao dia a dia do homem tal como conhecemos hoje, tornando-se uma peça essencial e, para muitos, até obrigatória.
REPRODUÇÃO
Frank Sinatra e Bing Crosby com Grace Kelly, em Alta Sociedade, de 1956: ternos quadrados.
Frank Sinatra e Bing Crosby com Grace Kelly, em Alta Sociedade, de 1956: ternos quadrados.
Nos anos 1950, logo depois da Segunda Guerra, quem ditava moda eram os galãs de Hollywood e os melhores ternos vinham de Londres e não mais de Paris. O material mais comum para a construção do terno era a lã, e sua modelagem era totalmente reta, sem cintura, e mais larga do que vemos hoje em dia. O fechamento ainda era transpassado, com quatro botões.
O terno só começou a se tornar acinturado nos anos 1970. Com a febre Disco e a influência forte do rock’n’roll, as formas chegaram mais perto do corpo para se adaptar ao novo lifestyle dos homens. Os tecidos ficaram mais leves e as cores fugiram do preto. Foi uma época em que o terno deixou de ser visto com tanta seriedade.
Já nos anos 1980, a roupa masculina caminhou alguns passos para trás. A forma voltou a se alargar e a modelagem ficou mais quadrada. Ombros maiores, mais tecido e menos cor. O terno voltou a ter cara do escritório, sob medida para o trabalho.
FOTOSITE
Hedi Slimane para Dior, verão 2006: secos e justos (esq.)  e Jil Sander por Ralf Simons: rosa ganha o terno no verão 2009.
Hedi Slimane para Dior, verão 2006: secos e justos (esq.) e Jil Sander por Ralf Simons: rosa ganha o terno no verão 2009.
Foi só no final dos anos 1990 e começo dos 2000 que o terno voltou ao centro das atenções na moda masculina. Como resultado, novas versões surgiram. A cintura voltou a ser mais ajustada e a gama de cores aumentou, assim como as opções de fechamento. O homem passou a ter menos medo de ousar. E a situação se inverteu. Se antes a mulher buscava uma silhueta masculina para impor respeito, agora o homem copiava a silhueta feminina para conseguir se modernizar. Estilistas com Raf Simons e Hedi Slimane foram pioneiros do “skinny” nos looks masculinos.
Desde então, o foco sobre a moda masculina só aumentou. Revistas, blogs e marcas inovadoras nascem a cada segundo, provando que o traje masculino pode, sim, evoluir ainda mais. Vamos esperar para ver! Semana que vem mandarei notícias direto de Paris. Até lá!
FOTOSITE
Prada Verão 2010
Prada Verão 2010
Espinha de peixe
A lã espinha de peixe, também conhecida como Chevron, ganhou esse nome porque de fato lembra uma espinha de peixe. Normalmente a trama e o urdume são de cores diferentes, formando um padrão em ziguezague. Quando feita a mão, lembra quase um tweed. Esse tipo de lã é muito usado em casacos e blazers de inverno e também na tapeçaria.

Reprodução: Internet

Moda é coisa de homem, sim senhor!

DIVULGAÇÃO
Lanvin, uma das melhores campanhas publicitárias de moda masculina da última temporada

As transformações culturais e de comportamento que mudaram a forma como o homem contemporâneo se veste.

Gramaticalmente, “moda” é uma palavra feminina. Historicamente, também foi. Nas milhares de páginas da história da moda, os olhares sempre foram mais magnetizados pela silhueta feminina, trabalhada com as maiores fantasias estéticas em ateliês e oficinas, com vestidos de haute couture, sapatos luxuosos e looks de prêt-à-porter altamente disputados. Mas “moda” também pode ser uma palavra masculina.

Por muito tempo, o alvo da moda foram as mulheres. Como diz o antropólogo Gilberto Freyre em Modos de homem & modas de mulher (Editora Record, 1987): “Muito se tem escrito sobre o assunto complexo e fascinante que é moda, associando-se sobretudo ao que ele sugere de mais psicologicamente atraente: a moda como uma expressão ou como um complemento de beleza, de elegância, de físico, de característico antropológico, de personalidade, mais de mulher do que de homem.”
Uma questão de honra


DIVULGAÇÃO
Terno, um clássico da moda masculina.

Nos séculos 19 e 20, a divisão era clara: “modos” eram assunto de homem; “modas”, de mulher. Isso se focarmos apenas o homem comum e não levar em conta, por exemplo, os dândis europeus, os reis franceses de outros séculos e assim por diante. Enquanto as mulheres renovavam o guarda-roupa a cada estação, os homens passavam anos com o mesmo figurino: peças sóbrias, cores escuras, sapatos lustrados, abdicando de detalhes como estampas e adereços – as “frescurinhas” adoradas pelas mulheres.

Segundo a filósofa e crítica literária Gilda de Mello e Souza, a moda masculina do século 19 era quase um “uniforme”: Para o dia, um terno e um par de sapatos em bom estado. Para a noite, o tradicional smoking. Nada mais clássico, mas, ao mesmo tempo, nada mais engessado e previsível.

O visual era elegante, mas demasiadamente discreto, pois queria apenas firmar a posição do homem na sociedade. Na época, mais do que a beleza e a elegância, estavam em questão o poder e a honra do homem. Era uma questão de classe. Social.

Fonte: